sábado, julho 27, 2013
sexta-feira, julho 26, 2013
sábado, setembro 29, 2012
quinta-feira, agosto 23, 2012
Carlos Meira já foi designer e diretor de arte em agências de publicidade e propaganda.
Nos últimos anos, atua como ilustrador e se descobriu em um trabalho magnífico e super diferente: as esculturas de papel. Técnica (e muito trabalho) que rendeu a ele ilustrações em vários livros, seis exposições, e diversos clientes fortes como Amanco, Intelbras, Malwee, Marisol, Nivea, Mitsubishi, Phillips, Veja e por aí vai.
Mas como não é só de dom que um artista vive, não posso deixar de citar aqui que o carioca fez curso de gravura pela Belas Artes do Rio, morou em Portugal e participou até de exposições no Art Director's Club, em NY.
Lilith e o Fauno
...
O quadro abaixo, feito de papel por ele, particularmente me interessa muito. Se chama Lilith e o Fauno e foi produzido em 2010 para um cliente que pediu a ele que tivesse ilustrações de Súcubus, Íncubus e, se possível, também um fauno.Não entendeu nada? Calma, calma, eu explico. Na verdade, melhor deixar Meira explicar.
"Em 2010 recebi uma encomenda de um quadro, um tanto inusitado. A cliente queria uma escultura em papel com Súcubos, Íncubos e, se possível, a figura de um fauno também. Para quem não sabe (e eu confesso que não sabia muito) Súcubos é a forma feminina de um anjo negro (ou um demônio) que vaga através da noite em busca de homens para ter relações sexuais com eles. Íncubos é a sua forma masculina. Os faunos, que pertencem a uma outra mitologia, todos nós conhecemos. Pesquisando estes seres fantásticos, cheguei ao mito de Lilith, que me deixou fascinado. Segundo alguns textos do Antigo Testamento, Lilith teria sido a primeira mulher de Adão e inconformada com a condição de esposa submissa, ela teria se revoltado e abandonado Adão. Lilith queria liberdade de agir, de escolher e decidir. Queria os mesmos direitos do homem, mas ao constatar que isso não seria possível, se rebelou. Tornando-se, assim, uma figura do “mal”, a “rainha da noite”, mãe de todos os súcubos. Foi então que resolvi criar uma cena com um fauno sendo seduzido por Lilith. Uma figura “demoníaca”, mas extremamente feminina e sedutora " .
segunda-feira, junho 04, 2012
A arte brasileira é maravilhosa. O Brasil tem milhares de artistas fantásticos que infelizmente, só recebem créditos quando vão para fora do país. Precisamos valorizá-los sempre, pois este não é um país rico apenas em recursos naturais, mas também em grandes e preciosos artistas.
Já imaginou ter uma tela feita especialmente personalizada para você? Então confira abaixo as obras de Marco Rabello e informações para contato do artista.
E-mail: marco.rabello@hotmail.com
Tel: (11) 7119-2308
Site: www.wix.com/marcorabello/marco-rabello
quarta-feira, abril 18, 2012

Alguma vez você já imaginou como seria a vida de um super-herói ou daqueles personagens emblemáticos da sua infância? A hora do banho do Mickey, o RoboCop se enchendo de Donuts ou o Toad, do Mario, doido de tanto cogumelo? Pois é, mas o artista americano Mike Mitchell imaginou, e dessa fantasia nasceu uma série de ilustrações que revelam cenas inéditas dos personagens pop mais amados da história.
Tem a babá quase perfeita, {com voluminho protuberante na saia}, os ursinhos do Star Wars, o Batman… todos em desenhos com traços cute. Os divertidos trabalhos estão em exposição na Gallery 1988, em Los Angeles, durante todo o mês de abril, sob o nome “Just Like Us”, ou “Assim como nós”. Porque os heróis também são gente como a gente!
fonte: glamour.referans
quinta-feira, março 29, 2012
A Exposição Quadrinhos'51 chegou em São Paulo para homenagear os mestres dos quadrinhos e desenhos de uma época mágica e que eu, particularmente, amo de paixão: ilustrações dos anos 40 a 70. A mostra lembrará os 61 anos de sua realização, e a idéia é paulista: dos cinco amigos idealizadores que tinham como objetivo mudar o conceito dessa arte nos anos 50, eles são: Álvaro de Moya, Jayme Cortez, Syllas Roberg, Reinaldo de Oliveira e Miguel Penteado. Nessas época, estes tipos de publicações sofriam perguições de vários setores que insistiam em desqualificar preconceituosamente essa arte. Mesmo em meio a essa guerra, os quadrinhos ganharam o mercado e também força para seguir em frente, se tornando uma nova linguagem, um novo vício, uma verdadeira mania, que está muito bem representada na mostra pelas ilustrações e idéias geniais dos profissionais da época.

Álvaro de Moya olha seus desenhos da adaptação de A Marcha, de Afonso Schmidt para os quadrinhos.
Publicações raras de inestimável valor histórico também são exibidas: O Pato Donald, n°1; Pererê, n°1, de Ziraldo; O Tico-Tico; O Globo Juvenil, de 1949; The Spirit and Ebony, número 16, de 1949, de Will Eisner; Revista Mad número 11, de 1954; El Corazón Delator, adaptação de Breccia em formato gigante da obra de Edgar Alan Poe; Raimundo, o Cangaceiro, números 1 e 2, de José Lanzellotti; História do Além e Histórias Macabras, ambas número 1 e editadas por Jayme Cortez; Edição Maravilhosa, da Ebal; revistas número 1 da Turma da Mônica editadas na Europa, entre outras publicações.
O jornal O Globo, do Rio de Janeiro, que circulou no dia da inauguração do evento, definiu muito bem as características dessa que é considerada a primeira exposição didática sobre quadrinhos no mundo ao publicar que “a iniciativa não tem finalidade de lucro. A exposição tem caráter elucidativo, didático, técnico, artístico, guardando, porém, a devida acessibilidade ao público.”
Syllas Roberg escreve roteiro de Dick Peter, de Jeronimo Monteiro e Jayme Cortez.Acervo Álvaro de Moya.
A mostra está no Museu Belas Artes de São Paulo, o MuBA, até o dia 26 de maio com desenhos originais de grande artistas, arte final, esboços e publicações. De segunda a sexta-feira, das 10h às 20h e, aos sábados, das 10h as 16h. Rua Dr. Álvaro Alvim, 76, Vila Mariana, São Paulo – SP. Texto de apoio: Livre Imprensa e quadrinhos51.wordpress.com
quarta-feira, março 28, 2012
(Millôr Fernandes)
Você é um clássico! Minha completa admiração e sentimentos...

Morre escritor Millôr Fernandes aos 87 anos
Fonte: UOL
Morreu na noite desta terça-feira (27), aos 87 anos, o escritor Millôr Fernandes. Humorista, dramaturgo, desenhista, poeta e jornalista, ele faleceu em sua casa, no Rio de Janeiro, em decorrência de falência múltipla de órgãos. O velório será realizado até as 15h desta quinta-feira (29), no Rio, quando o corpo seguirá para cremação. As informações são do cemitério Memorial do Carmo. Em fevereiro de 2011, o humorista sofreu um AVC isquêmico e recebia tratamento em casa, quando teve que retornar ao hospital, no final de junho, por causa de uma pneumonia. Nascido no bairro carioca do Méier, em 16 de agosto de 1923, Millôr foi registrado oficialmente em 27 de maio de 1924. Com um ano, ficou órfão de pai e, aos 10 anos, de mãe. Ao longo da vida, se firmou como um dos mais importantes e atuantes intelectuais brasileiros. Adaptou e escreveu obras para teatro e para televisão, além de ter imortalizado diversas frases e aforismos.
Em 1943, após ter passado pelo jornal "Diário da Noite" e pela revista "A Cigarra", onde criou seu famoso pseudônimo Vão Gogo, Millôr retornou à revista "O Cruzeiro". Na publicação, criou, ao lado de Péricles (de "O Amigo da Onça") a seção "O Pif-Paf". Autodidata, em 1942 realizou a sua primeira tradução, para "Dragon Seed", romance da americana Pearl S. Buck, com o título "A Estirpe do Dragão". Anos mais tarde, essa função lhe renderia o título de maior tradutor de Shakespeare no Brasil. Ele também traduziu obras de Anton Tchekov, Bernard Shaw, Dario Fo, Luigi Pirandello, Molière, Mario Vargas Llosa, Samuel Beckett, R. W. Fassbinder e Tennessee Williams. Em 1946 , fez sua estreia literária com o livro "Eva Sem Costela". Sete anos depois, foi montada sua primeira peça de teatro, "Uma Mulher em Três Atos". Em 1964, aos 41 anos, editou a revista humorística "O Pif-Paf", considerada uma das pioneiras da imprensa alternativa. Quatro anos depois, participou da fundação do jornal satírico "O Pasquim", uma das vozes mais ativas contra a censura e o governo militar durante a ditadura nos anos 70. A publicação teve colaboração de Ruy Castro, Paulo Francis, Ivan Lessa, dos cartunistas Jaguar e Ziraldo, entre outros nomes importantes do jornalismo brasileiro.
Autor de mais de 40 títulos literários, o cartunista atuou como colaborador de diversos jornais e publicações ao longo dos últimos 60 anos, entre eles "Folha de S. Paulo", "Correio Braziliense", "Jornal do Brasil", "Isto É", "O Estado de S. Paulo", "O Dia" e "Veja". Como desenhista, com passagem pelo Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro entre 1938 e 1943, expôs seus trabalhos no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro em duas ocasiões. Em 1981, seus trabalhos gráficos foram reunidos em "Desenhos" (ed. Raízes Artes Gráficas). Como poeta, publicou "Papaverum Millôr" (ed. Prelo, 1967), "Hai-kais" (ed. Senzala, 1968) e "Poemas" (ed. L&PM, 1984). Além de dramaturgo, atuou também como roteirista de cinema, séries e programas de TV, adaptando para a Rede Globo na década de 1990 a obra "Memórias de um Sargento de Milícias", de Manuel Antônio de Almeida. No filme "Terra Estrangeira" (1995), de Walter Salles, colaborou com diálogos adicionais. Em 2000, tornou-se um dos pioneiros a publicar na web ao lançar o “Millôr On Line” no UOL. Entre seus últimos títulos, Millôr lançou em 2007 pela editora Desiderata "Novas Fábulas e Contos Fabulosos", reunião de contos e fábulas ilustrados pelo cartunista Angeli. Em 2010, a atriz Fernanda Torres adaptou na série "Amoral da História" duas obras anteriores para o canal de televisão GNT, "Fábulas Fabulosas" e "A Bíblia do Caos".
quinta-feira, março 22, 2012
Mesmo 50 anos após a sua morte (que serão completados em agosto deste ano), a americana continua sendo sex symbol mundial e uma das mais celebradas atrizes e mulheres do mundo, sendo referência de beleza e glamour na cultura pop do século XX. Por isso, em homenagem ao seu cinquentenário, a Cinemateca Brasileira vem apresentando a exposição "Quero ser Marilyn Monroe" desdeo dia 4 de março. A exposição é um verdadeiro sucesso pelo mundo, e já passou por diversos países da Europa, além de Estados Unidos e Canadá.
A expo conta com um acervo de 125 obras (entre fotografias e pinturas), filmes da atriz e até a exibição de um documentário "Marilyn Monroe:o fim dos dias (2001), de Patty Ivins Specht. Através das imagens expostas, é possível conhecer um pouco mais da história de Marilyn, sua vida sofrida em lares adotivos, o lado depressivo da garota e até o estrelato.
Não posso deixar de comentar o fato de que a atriz também não dispensava uma boa champagne em todos os seus ensaios, tudo com realmente muito glamour.


A fotografia tirada para a capa da Playboy por Tom Kelley em 1949 chama-se Red Velvet Pose e é um dos destaques do evento, que revela uma Marilyn novinha, ainda no anonimato e desconhecida. Mas por outro lado também existem as fotos de Douglas Kirkland, onde a atriz aparece envolvida em lençóis, no auge de sua carreira, apenas um ano antes de morrer.
Apesar de sua carreira breve e curta, Marilyn é um fenômeno mundial que permanecerá presente na memória de todas as gerações. A prova disso é o filme recentemente lançado "Sete dias com Marilyn", protagonizado por Michelle Williams.
Não deixe de ir! A exposição estará aberta ao público até o dia 1 de abril, das 10h às 22h e a entrada é franca.
“Quero ser Marilyn Monroe!” @ Cinemateca Brasileira
Largo Senador Raul Cardoso, 207
Exposição: de 4 de março a 1° de abril (todos os dias, das 10h às 22h)
Mostra de filmes: de 4 a 25 de março (terça a domingo)
Entrada Franca
Tel.: (11) 3512-6111 (ramal 215)
+ www.cinemateca.gov.br
Fonte: FFW
Você sabia que em alguns países do mundo palitos de fósforo coloridos são muito comuns? Sim, é verdade. O que não vemos muito no Brasil.Por incrível que pareça, os palitos de fósforo coloridos acabam facilitando e ajudando o trabalho de alguns escultores que trabalham com fósforos a dar vida e cor às suas obras, produzidas com eles.
David Mach é nosso artista plástico inglês, tema de hoje aqui no blog, e veio para mostrar com quantos palitos se faz uma escultura! Rs.
Piadinhas à parte, David é um destes escultores que tem a maior paciência do mundo para finalizar sua obra, produzida minunciosamente palitinho após palitinho, e ainda fazer com que tudo isso se transforme por fim em uma obra de arte belíssima, colorida e que ainda remeta a famosa pintura de Marilyn Monroe, criada por Andy Warhol, que se transformou em um marco da cultura pop.
Isso que é arte!
Confira abaixo algumas esculturas de David:

A Videographics, departamento da Globo responsável pelas aberturas, vinhetas, chamadas e artes em geral, concluiu o mais recente projeto: a abertura da novela Amor, eterno amor, recém estreia da emissora.A abertura é uma linda animação onde os personagens e cenários parecem ser pintados em aquarela, produzidos magicamente por Alexandre Pit Ribeiro, integrante da equipe de Hans Donner. Uma verdadeira obra de arte invadindo a sua casa todos os dias.
A música de abertura é "Leva-me pra Lua", da cantora Ana Caram, que faz referência a música "Fly me to the moon", de Frank Sinatra.
Assista ao vídeo de abertura aqui
Todos os direitos são reservados a Globo Produções.
terça-feira, março 20, 2012
Segundo o release da expo, a Star Wars Identities tem como tema IDENTIDADE. De acordo com uma pesquisa científica atual,a progressão da identidade da infância para a vida adulta envolve vários fatores, tais como espécies, genes, pais, cultura, mentores, amigos, eventos marcantes, ocupação, personalidade e valores. Este dez componentes são agrupados em três áreas de exposição: Origens, Influências e, finalmente, Escolhas. Através dos filmes de Star Wars, e utilizando-os como se fossem uma lente da vida, estes temas serão explorados em todo o processo fazendo com que o visitante aprenda mais sobre os personagens da série e também sobre si mesmo.
A mostra segue as histórias de Luke e Anakin Skywalker: heróis que compartilham genes semelhantes, criados no mesmo planeta, mas cujas escolhas que fizeram na vida os levaram a seguir por caminhos diferentes.
O release promete ainda uma "busca de identidade" única interativa, onde os visitantes poderão se colocar no centro da ação e projetar sua própria identidade como herói. Você, como expectador, pode fazer seu próprio caminho através da exposição.
Ficou curioso?
Os cartazes de divulgação já começaram a ser espalhados mundo afora e são verdadeiras obras de arte produzidas pela agência Bleublancrouge.
Decidimos deixar aqui no Illustre Arte uma pitadinha da expo só para deixar os muitos marmanjos fãs da série babando. Confere aí!


segunda-feira, março 19, 2012
O portal de notícias G1 publicou hoje os trabalhos de Paul Cadden, artista escocês que trabalha com lápis em pinturas hiperrealistas idênticas a uma foto.Infelizmente, acredito que a matéria tenha sido publicada por ser um artista de fora do país que usou como gancho uma exposição em Londres. Afinal, concordo que o trabalho de Paul é fantástico e impressionante, mas conheço infinitos artistas brasileiros que trabalham tão bem e tanto quanto ele com hiperrealismo, e infelizmente, não ganharam destaque na página inicial do portal.
Cadden trabalha apenas com lápis e papel e seus desenhos são cheios de expressões e detalhes, luz e sombra e anatomia perfeitas, retratadas em cenas cotidianas.
Algumas ilustrações chegam a custar até 5 mil libras (cerca de 15 mil reais) e demoram cerca de um mês e meio para serem finalizadas, segundo o jornal britânico Daily Mail.
Seus trabalhos estão em exposição em Londres, na galeria PLUS ONE (http://www.plusonegallery.com/), com o trabalho de mais dezesseis artistas de hiperrealismo.

O trabalho de Paul Cadden foi indicação do leitor e amigo Francis Lima. Francis, obrigada por participar do blog! Continue enviando sugestões maravilhosas como essa. Beijos.
domingo, março 18, 2012
Mafalda em um anúncio da UNICEF pelos direitos da criança // Crédito: Divulgação UNICEFEm 1965 os quadrinhos de Mafalda começaram a ser publicados diariamente no jornal Mundo, de Buenos Aires, e logo após no semanário Siete Dias Ilustrados.
Acho incrível como tirinhas desde sempre têm um efeito incrível e mágico sobre as pessoas, abordando temas com total clareza e objetividade. Conseguem ser ao mesmo tempo puras, ingênuas e críticas como as de Mafalda, Calvin&Hobbes e Peanuts.
Não é a toa que vivem aparecendo em vestibulares por aí...
Quino diz que considera 1964 como o ano de nascimento de Mafalda, data da primeira tirinha publicada. Mesmo assim, a personagem foi concebida em 1962.A foto ao lado é de uma praça localizada em Colegiales, em Buenos Aires.

Hiro é mogiano (me corrijam se estiver errada), nascido em Mogi das Cruzes, em São Paulo, e conhecido como o célebreilustrador das bandeijas do Mc Donald's no Brasil. O que acho particularmente muito legal e importante dar esse valor merecido a um bom ilustrador brasileiro.Seu traço é simples, objetivo e com um movimento fantástico. As cores vibrantes parecem ter sido pintadas em lápis de cores vibrantes. E essa é exatamente uma das técnicas mágicas das ilustrações de Hiro, coloridas sempre em Corel Painter XI e Photoshop.
Quando era pequeno, Hiro assistia Ultraman e não se conformava com os erros grosseiros que apareciam nas fantasias dos monstrosque lutavam com o herói. Então, em uma tentativa fantástica de mudar isso, passou a redesenhá-los.
Entrou na USP em Biologia e rabiscou "muitos vermes e cortes tranversais de cérebros em cadernos sebentos", como ele mesmo define, e foi convidado para trabalhar na Editora Três aos seus 21 aninhos. Conquistou o emprego, segundo ele, ao terminar uma ilustração de um repolho nobanheiro da editora, umedecendo aquarela com água de privada.
Aos 24 anos, saiu para trabalhar como freelancer e inacreditavelmente conquistou o mundo, passou a trabalhar em agências de publicidade fazendo ilustrações e layouts.
Se arriscou a trabalhar em um Macintosh, novidade na época, e salvou sua carreira. Foi diretor de arte por 10 anos na Taterka. Em 2004, com a unificação das agências que tinham a conta do Mc Donald's, partiu para carreira solo novamente.
E até hoje, Hiro ilustra e escreve as toalhinhas das bandeijas do Mc Donald's que todos conhecem e passam o horário do almoço lendo.Além disso, ainda encontra tempo para fazer livros e pinturas em aquarela.
Hiro é e foi um exemplo de que a vida sofrida de freelancer e a persistência e trabalho sempre, por vezes, pode dar certo (e muito certo!).
Começou no dia 16/03, a Ocupação Angeli, retrospectiva sobre o cartunista montada no Itaú Cultural, em São Paulo, e que poderá ser visitada até 29 de abril.Na exposição, os visitantes encontrarão 800 obras do artista - entre elas 80 originais feitos para o evento.
Além de imagens de personagens famosos do autor, como Rê Bordosa, Bob Cuspe e os Skrotinhos, os visitantes encontrarão esboços, rabiscos e trabalhos do início de sua carreira, assim como fotografias de seu arquivo pessoal.
Uma das propostas da curadora do evento, a designer Carolina Guaycuru, foi transportar o visitante para o estúdio onde o cartunista passa até 20 horas por dia trabalhando em suas charges e tirinhas. O ambiente é assinado pela arquiteta Patrícia Rabbat.
A Ocupação Angeli também terá uma publicação com tiragem limitada em dois mil exemplares. Nela os visitantes encontrarão desenhos e notas do artista e textos assinados pela curadora (que também é companheira do autor há mais de 15 anos) e pelo também cartunista Laerte.
Telefone: (11) 2168-1776
De 16 de março a 29 de abril
Terça a sexta, das 9h às 20h; sábado, domingo e feriados, das 11h às 20h
Entrada gratuita
SOBRE ANGELI
Angeli nasceu em 1956 e é um dos maiores e mais conhecidos chargistas brasileiros.
Começou a trabalhar cedo, aos 14 anos de idade ilustrando para uma revista chada Senhor e também para fanzines, até ser contratado pela Folha de São Paulo, onde está até hoje.
Angeli é autor de vários personagens que ficaram famosos em seus traços e humor, entre eles Meia Oito e Nanico, Rê Bordosa, Luke e Tantra, Wood&Stock, Los três amigos, entre outros.
Lançou em 10983 o sucesso editorial "Cliclete com Banana", uma revista que inicialmente começou com 20 mil e logo pulou para 110 mil exemplares. A publicação contava com a colaboração de influentes cartunistas como Glauco, Gê, Roberto Paiva e Laerte.
Angeli foi redator da TV Colosso da Rede Globo, participou de algumas vinhetas para a emissora. Teve seus trabalhos publicados internacionalmente na Alemanha, Itália, França, Argentina e Portugal e a estréia de uma animação de seus personagens na TV Cultura.
Em 2006, produziu Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock'n Roll, com o diretor Otto Guerra.
sexta-feira, março 16, 2012
Lado direito: Eu sou hemisfério direito. Sou a criatividade. Um espírito livre. Sou paixão. Sou saudade. Sensualidade. Eu sou o som de gargalhadas. Eu sou o gosto. A sensação da areia nos pés descalços. Sou movimento. Cores vivas. Sou o anseio de pintar a tela em branco. Sou a imaginação sem limites. Arte. Poesia. Eu percebo. Eu sinto. Eu sou tudo o que eu queria ser.
Fonte: Mercedes Benz
Quem sou eu
- Bru Dias
- Jornalista e ilustradora. Paulista, 25 anos, apaixonada por arte, família, marido, vida e animais.

















