quinta-feira, março 29, 2012

Exposição Quadrinhos’51

A Exposição Quadrinhos'51 chegou em São Paulo para homenagear os mestres dos quadrinhos e desenhos de uma época mágica e que eu, particularmente, amo de paixão: ilustrações dos anos 40 a 70. A mostra lembrará os 61 anos de sua realização, e a idéia é paulista: dos cinco amigos idealizadores que tinham como objetivo mudar o conceito dessa arte nos anos 50, eles são: Álvaro de Moya, Jayme Cortez, Syllas Roberg, Reinaldo de Oliveira e Miguel Penteado.

Nessas época, estes tipos de publicações sofriam perguições de vários setores que insistiam em desqualificar preconceituosamente essa arte. Mesmo em meio a essa guerra, os quadrinhos ganharam o mercado e também força para seguir em frente, se tornando uma nova linguagem, um novo vício, uma verdadeira mania, que está muito bem representada na mostra pelas ilustrações e idéias geniais dos profissionais da época.





















Álvaro de Moya olha seus desenhos da adaptação de A Marcha, de Afonso Schmidt para os quadrinhos.


Dentre os trabalhos selecionados, o público poderá apreciar artes-finais de Jayme Cortez, Gutemberg, Álvaro de Moya, Shimamoto, André Le Blanc, Antonino Homobono Balieiro, Primaggio, Rodolfo Zalla, Messias de Mello, Eugênio Colonnese, José Lanzelotti, entre outros gênios do traço. A exposição Quadrinhos’51 também mostrará originais de desenhistas estrangeiros como E.T. Coelho, Will Eisner, Jerry Robinson, Jim Davis, Mort Walker, Leonard Starr, Serpieri.

Publicações raras de inestimável valor histórico também são exibidas: O Pato Donald, n°1; Pererê, n°1, de Ziraldo; O Tico-Tico; O Globo Juvenil, de 1949; The Spirit and Ebony, número 16, de 1949, de Will Eisner; Revista Mad número 11, de 1954; El Corazón Delator, adaptação de Breccia em formato gigante da obra de Edgar Alan Poe; Raimundo, o Cangaceiro, números 1 e 2, de José Lanzellotti; História do Além e Histórias Macabras, ambas número 1 e editadas por Jayme Cortez; Edição Maravilhosa, da Ebal; revistas número 1 da Turma da Mônica editadas na Europa, entre outras publicações.



O jornal O Globo, do Rio de Janeiro, que circulou no dia da inauguração do evento, definiu muito bem as características dessa que é considerada a primeira exposição didática sobre quadrinhos no mundo ao publicar que “a iniciativa não tem finalidade de lucro. A exposição tem caráter elucidativo, didático, técnico, artístico, guardando, porém, a devida acessibilidade ao público.”


Syllas Roberg escreve roteiro de Dick Peter, de Jeronimo Monteiro e Jayme Cortez.Acervo Álvaro de Moya.



A mostra está no Museu Belas Artes de São Paulo, o MuBA, até o dia 26 de maio com desenhos originais de grande artistas, arte final, esboços e publicações. De segunda a sexta-feira, das 10h às 20h e, aos sábados, das 10h as 16h. Rua Dr. Álvaro Alvim, 76, Vila Mariana, São Paulo – SP. Texto de apoio: Livre Imprensa e quadrinhos51.wordpress.com

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