Exposição Quadrinhos’51
A Exposição Quadrinhos'51 chegou em São Paulo para homenagear os mestres dos quadrinhos e desenhos de uma época mágica e que eu, particularmente, amo de paixão: ilustrações dos anos 40 a 70. A mostra lembrará os 61 anos de sua realização, e a idéia é paulista: dos cinco amigos idealizadores que tinham como objetivo mudar o conceito dessa arte nos anos 50, eles são: Álvaro de Moya, Jayme Cortez, Syllas Roberg, Reinaldo de Oliveira e Miguel Penteado. Nessas época, estes tipos de publicações sofriam perguições de vários setores que insistiam em desqualificar preconceituosamente essa arte. Mesmo em meio a essa guerra, os quadrinhos ganharam o mercado e também força para seguir em frente, se tornando uma nova linguagem, um novo vício, uma verdadeira mania, que está muito bem representada na mostra pelas ilustrações e idéias geniais dos profissionais da época.

Álvaro de Moya olha seus desenhos da adaptação de A Marcha, de Afonso Schmidt para os quadrinhos.
Publicações raras de inestimável valor histórico também são exibidas: O Pato Donald, n°1; Pererê, n°1, de Ziraldo; O Tico-Tico; O Globo Juvenil, de 1949; The Spirit and Ebony, número 16, de 1949, de Will Eisner; Revista Mad número 11, de 1954; El Corazón Delator, adaptação de Breccia em formato gigante da obra de Edgar Alan Poe; Raimundo, o Cangaceiro, números 1 e 2, de José Lanzellotti; História do Além e Histórias Macabras, ambas número 1 e editadas por Jayme Cortez; Edição Maravilhosa, da Ebal; revistas número 1 da Turma da Mônica editadas na Europa, entre outras publicações.
O jornal O Globo, do Rio de Janeiro, que circulou no dia da inauguração do evento, definiu muito bem as características dessa que é considerada a primeira exposição didática sobre quadrinhos no mundo ao publicar que “a iniciativa não tem finalidade de lucro. A exposição tem caráter elucidativo, didático, técnico, artístico, guardando, porém, a devida acessibilidade ao público.”
Syllas Roberg escreve roteiro de Dick Peter, de Jeronimo Monteiro e Jayme Cortez.Acervo Álvaro de Moya.
A mostra está no Museu Belas Artes de São Paulo, o MuBA, até o dia 26 de maio com desenhos originais de grande artistas, arte final, esboços e publicações. De segunda a sexta-feira, das 10h às 20h e, aos sábados, das 10h as 16h. Rua Dr. Álvaro Alvim, 76, Vila Mariana, São Paulo – SP. Texto de apoio: Livre Imprensa e quadrinhos51.wordpress.com
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